Açúcar puxa alta das commodities agrícolas na semana
O excesso de chuva prejudicou a colheita no período
O excesso de chuva prejudicou a colheita no período - Foto: Pixabay
O mercado internacional de commodities agrícolas registrou valorização na semana, com o avanço de produtos como açúcar e cacau compensando a queda do milho. Segundo o Rabobank, o índice S&P GS AG subiu 1,5% nos sete dias encerrados em 6 de outubro de 2026, em um período marcado por movimentos distintos entre as principais culturas.
No conjunto das commodities agrícolas, os investidores não comerciais compraram 57.306 contratos líquidos, elevando a posição comprada para 666.884 contratos. O açúcar bruto teve o maior destaque, com alta semanal de 10,5% na bolsa ICE. Dados do Ministério da Agricultura do Brasil (Mapa) apontaram moagem de 33,1 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de setembro, volume 31,5% inferior ao registrado um ano antes.
O excesso de chuva prejudicou a colheita no período e aumentou a possibilidade de parte da cana permanecer no campo em 2026, fator que deu sustentação às cotações. Os fundos ampliaram em 29.543 contratos sua posição líquida comprada em açúcar, para 257.364 contratos, maior nível desde dezembro de 2022.
Em sentido oposto, o milho negociado em Chicago recuou 2,7%. O relatório de estoques do USDA indicou 2,095 bilhões de bushels armazenados nos Estados Unidos em 1º de setembro, acima da estimativa média do mercado, de 1,911 bilhão. Os gestores venderam o equivalente líquido a 60.491 contratos, reduzindo a posição comprada para 317.359.
Já o cacau em Nova York avançou 5,4%, diante da preocupação com chuvas fora de época no Equador, associadas ao El Niño, e com seus possíveis efeitos sobre a produção. A cobertura de posições vendidas antes da divulgação de dados regionais de moagem também contribuiu para o movimento. Os fundos compraram 4.824 contratos líquidos, mantendo posição vendida de 14.494 contratos.